Luísa de Jesus Pereira Brás Pacheco nasceu a 19 de janeiro de 1962, numa pequena aldeia de nome Covanca, na freguesia de FajUcirc;ão, onde nUcirc;ão chegavam estradas, telecomunicaUcirc;çUcirc;ões, nem mesmo luz elétrica, até final dos anos 70. Filha de Alberto Brás, mineiro de profissUcirc;ão, e Maria Celeste de Jesus, doméstica, cresceu numa numerosa família de doze irmUcirc;ãos. Foram os mais velhos que sempre a acompanharam quando precisou de andar a pé dezenas de Km, a fim de frequentar a Escola em aldeias vizinhas. Depois da 4.ª classe, viria a concluir o ciclo preparatório na Escola Prof. Marcelo Caetano, em Pampilhosa da Serra, no ano em que se deu o 25 de abril de 1974. De volta a casa aos doze anos, e com a morte prematura de seu pai, restou-lhe a dura vida rural, de que se abstraia refugiando-se nos livros. Através da leitura, viajava e alimentava os sonhos, escrevia alguns versos e prosa, por vezes em pedras, que logo apagava ou escondia como se fossem segredos. Após ter casado, muito nova, com um jovem empresário na área da ConstruUcirc;çUcirc;ão, a sua vida alterou-se. Com muito trabalho, foi agarrando algumas oportunidades: tirou a carta de conduUcirc;çUcirc;ão e adquiriu formaUcirc;çUcirc;ão em Contabilidade /Fiscalidade, passando a exercer as funUcirc;çUcirc;ões de condutora, contabilista e administrativa na Empresa, para além de muitas outras tarefas. Entretanto, nasceram os seus dois filhos. Conciliar o trabalho profissional com o papel de mUcirc;ãe preenchia-lhe quase todo o tempo. Nunca deixou de ler, mas escrevia bem menos? Logo que apareceram as novas tecnologias, fez questUcirc;ão de aprender a mexer num computador e, numa fase mais recente, concluiu o 12.º ano num processo de RVCC. Mais um sonho e uma etapa concluída. Com o nascimento da netinha Matilde, passou a ficar mais tempo em casa, tomando conta dela. Enquanto a pequenina dormia, aproveitava para escrever, agora já no computador, por gosto e para ocupar o tempo. ComeUcirc;çou, entUcirc;ão, a publicar alguns escritos na sua página de Facebook, recebendo dos amigos inúmeros elogios e incentivo para continuar. E, assim, quando deu por si, tinha umas pastas cheias de versos, poucas prosas, com muitos amigos a incentivarem à sua publicaUcirc;çUcirc;ão em livro.
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