No mundo da mitologia, estamos sempre perante os grandes arquétipos do comportamento humano, mais do que dos da divindade, das fortes simbologias, e de concepções plenas de uma vitalidade, nem sempre estruturante de acordo com os cânones ideais, mas, conseguida sim, pelos antagonismos e paradoxos comportamentais.A mitologia e tragédias gregas, oferecem-nos os paradigmas suficientes para a compreensão de algum comportamento humano, nomeadamente para as dificuldades sucessórias que podem surgir entre pai/filho, filho/pai, homem/mulher, como paradigmas de toda a relação de poder. Abordam-se as trªs tragédias de Sófocles: Édipo Rei, Antígona, e Édipo em Colono, de forma integrada, dinâmica e dialéctica, tal como a Teogonia de Hesíodo.Verdadeiras maravilhas arquetípicas!A evolução desta humanidade, é feita de contratempos e imprevistos, onde a consciªncia de Si Mesmo vai progredindo no encalço de figuras-farol, pertenças de todos os tempos e eras, numa afinidade de que só os afins partilharam e partilham, e que, no entanto, com todos desejam compartir.Por sua vez, alguma da filosofia, anseia por dignificar não só a extensão material, como a imaterial da humanidade, e da divindade. Não se pretendeu uma abordagem mono focada apenas nestes temas, mas principalmente, gerar articulações variadas, onde podem pontuar referªncias a filósofos gregos, textos bíblicos, com as possíveis analogias, equivalªncias, simbologias, e interpretações do âmbito psicológico.É um pequeno trabalho, embora denso, pluriangular, onde as associações interpretativas integram os autores referenciados, e, tem como finalidade, a dignificação dos dois universos: o da divindade e o da humanidade.
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