Inserida em nós, ensinando-nos a arder, a vida sente-nos transitar nas suas veias. Ajudando-nos a respirar, o rumor do silUcirc;ªncio é a nossa pele liquefeita. Sob os decalques pneumáticos do céu, e de corpos determinados por um rasto que, levado de degrau em degrau, nos incrusta na robustez consolidada, sem hesitaUcirc;çUcirc;ões, com um buril de avanUcirc;ço múltiplo revolvemos no olhar as aberturas receptivas do horizonte. Sem Ucirc;âncoras, sem contornos periféricos, tornámo-nos ágeis e afilados, e para sempre seremos ágeis, focando-nos cúmplices na vontade de nos partilharmos por completo, bem visíveis, carne pedestre que se atira ritmada à vertigem de já nUcirc;ão termos fundo, nem cimo, exclusivamente fibras de entusiasmo à procura das especificidades de uma voz que nos mova em sintonia, de perenidade roladora, fluindo da lUcirc;âmpada de refracUcirc;çUcirc;ão da noite. E caminhamos e acercamo-nos da matriz culminante das pulsaUcirc;çUcirc;ões accionadas pela proa pujante da fricUcirc;çUcirc;ão. No teu corpo o meu corpo, aumentando de alteridade, afirma-se e comprova-se atento à direcUcirc;çUcirc;ão revelada. E no meu corpo, o teu corpo, envolvente, noite solar, nome que queima, no meu corpo o teu corpo gera um outro corpo para o corrimento do sismo por ambos escolhido, ao dispararmos, consecutivos, todos os nossos projécteis. Porque, emersas, (e sempre eficazes, sempre impetuosidade de mina em fusUcirc;ão vibrátil), as estrias da nudez mastigam-nos. E absorvem nos. AperfeiUcirc;çoados, fervemos, como lastros lanUcirc;çados a uma enorme altura, no cerne da vida.
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