A MaUcirc;çonaria deve compreender-se pela ConsciUcirc;ªncia Humana da sua dimensUcirc;ão Universal, como Luz, Energia e Movimento. E na compreensUcirc;ão da GeraUcirc;çUcirc;ão Cósmica, e da sua forUcirc;ça motriz e estruturante, identificada como Deus o Grande Arquiteto do Universo, princípio criador a que tudo se reduz, reconduz, e se expande sem limites. Luis Nandin de Carvalho, fundador da GLRP, Past GrUcirc;ão Mestre .:. Desde os comeUcirc;ços do século XVIII, quando a MaUcirc;çonaria moderna ou especulativa dava os seus primeiros passos, que a Igreja se pronunciou contra esta organizaUcirc;çUcirc;ão iniciática, mas invocando desde logo razUcirc;ões políticas porque constitui um perigo para os Estados haver reuniUcirc;ões secretas e só depois razUcirc;ões religiosas, condenando o facto de nessas reuniUcirc;ões se juntarem católicos e protestantes. O ecumenismo que a Igreja hoje defende era condenado como um perigo moral e religioso. Apesar disso, muitos foram os padres e monges que se juntaram à Fraternidade em FranUcirc;ça e na Áustria. Em Portugal citaremos no século XVII o Abade Correia da Serra (Embaixador nos nascentes EUA), no século XIX os nomes do Arcebispo de Évora, Don Frei Francisco Anes de Carvalho (Grau 33 do Supremo Conselho de Costa Cabral) e o Bispo Alves Martins e já no século XX o Patriarca das Índias, D. José da Costa Nunes (iniciado em Macau). José Manuel Anes, professor universitário, autor e Past GrUcirc;ão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal Arnaldo GonUcirc;çalves aborda, neste oportuno livro, um tema recorrente desde o século XVIII: a relaUcirc;çUcirc;ão entre a MaUcirc;çonaria e Igreja Católica, em especial após a publicaUcirc;çUcirc;ão da bula In Eminenti Apostolatus (1738). Em boa verdade, já anteriormente os Estados Gerais da Holanda tinham proibido a MaUcirc;çonaria em 1735, o mesmo sucedendo com o CantUcirc;ão de Genebra, em 1736, entidades protestantes. Em 1748, será a vez do SultUcirc;ão da Turquia tomar idUcirc;ªntica decisUcirc;ão. A relaUcirc;çUcirc;ão com a Igreja Católica tem sido objecto de uma maior atenUcirc;çUcirc;ão, com destaque para os estudos de José António Ferrer Benimeli. As condenaUcirc;çUcirc;ões do século XVIII, sucessivamente confirmadas na centúria seguinte, nUcirc;ão impediram que numerosos clérigos regulares e seculares aderissem à MaUcirc;çonaria, desempenhando até cargos de relevo. Este livro, para além de uma parte inicial sobre as origens da MaUcirc;çonaria, a sua natureza iniciática e relaUcirc;çUcirc;ão com o divino, apresenta uma súmula da difícil relaUcirc;çUcirc;ão com a Igreja Católica e a querela sobre teísmo ou panteísmo. É uma reflexUcirc;ão muito útil sobre uma problemática antiga, mas sempre actual. António Ventura, historiador, Vice-GrUcirc;ão-Mestre do Grande Oriente Lusitano A confianUcirc;ça que deposito no autor deste livro, leva-nos ao prazer da leitura para vivermos outras histórias. Quando se confia e se vive essa relaUcirc;çUcirc;ão de uniUcirc;ão fraternal, tudo muda quando iniciamos a leitura de um livro. Os livros e o que advém do nosso imaginário com a leitura, modifica-nos o nosso estado, enquanto indivíduos; sUcirc;ão viagens, passagens de grau e um momento de revelaUcirc;çUcirc;ão e exaltaUcirc;çUcirc;ão. Obrigado, Arnaldo por me permitires ser um passageiro de mais esta viagem! Paulo Cardoso, Past-GrUcirc;ão Mestre da Grande Loja Unida de Portugal
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