Trata-se da obra fundadora da história urbana portuguesa, referente à Época Moderna, nos campos da história social e da demografia histórica. A temática escolhida era, ao tempo em que foi concebido o projeto de investigaUcirc;çUcirc;ão (1961) tendente à elaboraUcirc;çUcirc;ão da tese de doutoramento, muito inovadora e ousada no panorama da investigaUcirc;çUcirc;ão histórica das Universidades portuguesas. Referindo-se à historiografia anterior sobre Coimbra, escreveu António de Oliveira: Dominando a vida conimbricense, a Universidade igualmente absorveu, de modo geral, a atenUcirc;çUcirc;ão dos historiadores. [] Mas para que Coimbra estudasse e ensinasse tornava-se necessário o trabalho quotidiano de muita gente, integrada ou nUcirc;ão no corpo universitário. Gente sem nome e sem posiUcirc;çUcirc;ão, a maioria das vezes. Mas Homens. Por ele nos interessámos, ao pretendermos contribuir para a história social de Coimbra, e nUcirc;ão apenas pelos que brilharam pelo nascimento, riqueza, poder ou inteligUcirc;ªncia. A fisionomia da cidade foi moldada pelos rostos de uns e outros. ComeUcirc;çavam a cumprir-se em Coimbra os desígnios de uma história nova atenta a todos os homens e ao homem todo. Como obra modelar dos novos rumos da História Local e Regional, ultrapassando assim a História particular das localidades, a compreensUcirc;ão do local é feita no contexto do nacional, com as limitaUcirc;çUcirc;ões decorrentes da inexistUcirc;ªncia, ao tempo, de estudos similares para outras regiUcirc;ões do país que permitissem análises comparativas; estudos que viriam a ser realizados por uma nova geraUcirc;çUcirc;ão de modernistas que se habituaram a folhear, sempre com proveito, A Vida Económica e Social de Coimbra… Sempre jovem e ousado nas suas ideias e projetos, ofereceu-nos agora a oportunidade de viajarmos, em meio digital, pelas páginas da sua tese de doutoramento, guiados por um precioso índice e por outros instrumentos de pesquisa que as novas tecnologias possibilitam.
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