[] neste título, Escritas da ResistUcirc;ªncia, a palavra resistUcirc;ªncia é igualmente escutável como um epíteto da própria escrita, da sua incondicionalidade irredentista e da sua vocaUcirc;çUcirc;ão vivificantemente inventiva incondicionalidade que, índice da sua vulnerabilidade extrema, da insolUcirc;ªncia do seu magnífico impoder, se manifesta na justa hiperbolicidade de uma liberdade capaz de se opor nUcirc;ão só a todo o tipo de poderes mundanos e/ou instituídos (políticos, económicos, religiosos, culturais, sociais, jornalístico-mediáticos, universitários, etc.), mas, mais liminarmente, ao próprio poder de poder. Assim escutada, resistUcirc;ªncia seria antes de mais como que o timbre da própria escrita um timbre que lhe lavraria, para além da sua hiper-eticidade de princípio, um bem singular apolitismo hiper-político. Um apolitismo hiper-político que a situaria do outro lado da mundaneidade do mundo a fim de melhor velar por ela, e que, distanciando-a assim do próprio político pensado, como no essencial ele sempre foi, e continua maioritariamente a sUcirc;ª-lo, a partir da polis (da politeia, da res publica) e à luz do princípio de poder (e daí o apolitismo de princípio da escrita e deste pensamento da escrita), é todavia portador, e da promessa de muito criticamente repensar a imundice da dita mundializaUcirc;çUcirc;ão do mundo, e da fé em novas Luzes para um novo mundo de Luzes por vir. Neste sentido, uma escrita digna do nome seria sempre uma escrita da resistUcirc;ªncia de justa resistUcirc;ªncia e de re-invenUcirc;çUcirc;ão. Limiar, p. 10
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