Nas mais diversas vidas conta textos em que cada capítulo apresenta uma nova história que, para o leitor, nada tem a ver com a anterior. Contudo, assim como a escrita se quer livre, igualmente para o autor é a interpretaUcirc;çUcirc;ão do leitor quem faz a epígrafe para que qualquer obra literária se componha na plenitude. Vivemos marcados por rótulos que, muitas vezes, nos limitam os passos e tendem a nos travar a liberdade de ser, perante a condiUcirc;çUcirc;ão do poder estar. Neste trabalho, pretendi usar a minha liberdade plena de poder pensar, escrever, ser, estar, fazer… Libertar no papel muitas fontes por onde vagueiam, por vezes, a imaginaUcirc;çUcirc;ão ou nUcirc;ão do ser humano, enquanto elemento biofísico. Facto é que, se pensamos e nUcirc;ão podemos verbalizar sem sermos, à partida, julgados, como autor, quis me atrever a desnudar algumas das muitas fantasias que passeiam nas muitas mentes e que sucumbem a julgamentos próprios ou de terceiros. Julgamentos que aprisionam, nUcirc;ão nos deixando ser quem na realidade somos. Um ser que, quando livre, independente dos rótulos, como louco se mostrasse sem medos. Qual seria a visUcirc;ão do próximo sobre nós? Este livro, apesar de ter sempre espaUcirc;ço para uma interpretaUcirc;çUcirc;ão que poderá cair no julgamento ligeiro, também permite ao leitor, que gosta de mergulhar no pensamento, sentir como o simples acto de ler e reflectir pode fazer tremer certas estruturas internas, porventura, antes desconhecidas. Sabendo, pois, que os nossos caminhos sUcirc;ão frequentemente cruzados com mentes povoadas por fantasias ou realidades mascaradas, vive-se por aquilo que o outro quer que sejamos e nUcirc;ão por aquilo de que a nossa essUcirc;ªncia é composta. Desejo a todos uma boa viagem por entre realidades ou fantasias de muitas mentes vizinhas que, todos os dias, se cruzam no nosso caminho.
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