Monsaraz é minha raiz, sinto a essUcirc;ªncia que me corre nas veias do pensamento e que se eleva nas batidas cardíacas do coraUcirc;çUcirc;ão da minha alma tUcirc;ão transcendente, tUcirc;ão esotérica, tUcirc;ão poética, tUcirc;ão portuguesa. para o Ricardo O Ricardo é de Monsaraz. Como se usa dizer, de alma e coraUcirc;çUcirc;ão. Ser ou bem-conhecer Monsaraz é Saber profundo. Pesado de um Passado distante, rude e austero, feito de Idealismo sublime e violUcirc;ªncia manifestada. ForUcirc;ça que emana de cada pedra, no doloroso SilUcirc;ªncio das suas muralhas Ser ou bem-conhecer Monsaraz, é estar atento: à Vida que foi, à Vida que É. Saber sentir as várias dimensUcirc;ões do Tempo, projectadas na grandeza panorUcirc;âmica dos seus campos, onde a vista se perde fora e dentro de nós Ser e conhecer Monsaraz, é guardar plasmada nos olhos e nos sentidos a imensidUcirc;ão da sua paisagem. Rubra e intensa, quando ao cair da tarde o Sol desaparece no Horizonte e súbito acorda em cada um uma memória difusa de Eternidade! Indefinida nostalgia, amarga e doce, de algo que se sabe e se esqueceu Em Monsaraz todos somos Poetas Todos sentimos, frente à sua majestosa e humilde PresenUcirc;ça, a dor e a grandeza da Humanidade. A Fé profunda e as IlusUcirc;ões dos Homens, a sua Sabedoria e ignorUcirc;ância, os abismos nocturnos onde se afundam e os Ucirc;ªxtases que os transcendem! Tudo o que sempre foi este País, mais que qualquer outro. Obrigada Ricardo. Por seres de Monsaraz, por tUcirc;ão-bem-sentires os seus poetas e a sua Poesia, por também seres poeta, por viveres, e fazeres acontecer, a Alma portuguesa. Maria Flávia de Monsaraz, in 3 geraUcirc;çUcirc;ões, uma Alma – Linhagem familiar Estoril, 23 Dezembro 2013
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